Para Obter Mais Sucesso, Estude as Falhas

Por Don Peppers

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Com a intensificação das guerras aéreas na década de 1940 na Europa, as forças Aliadas enfrentaram um grande problema. Centenas de seus aviões bombardeiros saíram da Inglaterra, mas muitos deles não retornaram, derrubados pelas armas antiaéreas inimigas extremamente fortes. As forças Aliadas precisariam desesperadamente reforçar a blindagem de seus aviões para que pudessem se proteger melhor, mas blindar um avião inteiro, ou até mesmo a cabine do piloto inteira, resultaria em peso demais. Então, como eles escolheriam os poucos lugares especialmente vulneráveis ​​para que pudessem blindar?

Um casal de engenheiros muito inteligente resolveu este problema com uma análise contraintuitiva¹. Depois de exaustivamente registrar os locais de danos causados pelas armas antiaéreas na fuselagem, nos motores e cabines dos aviões que retornaram de centenas de bombardeios, eles calcularam que determinados locais haviam resistido de maneira incomum  aos impactos, e começaram a blindar essas áreas para futuras missões.

Em retrospecto, o raciocínio deve ser óbvio: Os danos são causados aleatoriamente por todos os lados, então a única razão pela qual os aviões que retornaram tinham  algumas áreas menos danificadas, era porque eles estavam menos propensos a conseguir retornar se tivessem danos naquelas áreas.

Esta história nos traz uma importante lição quando se trata de aprender com os sucessos e os fracassos de negócios do passado, mesmo se estivermos falando sobre estudos de casos, melhores práticas ou sobre livros best-sellers escritos por grandes gurus empresariais. Não podemos isolar o segredo do sucesso de qualquer negócio, a menos que saibamos primeiro por que os outros “semelhantes”, não foram bem sucedidos.

Mas quase todos os livros best-sellers clássicos de negócios, desde In Search of Excellence de Tom Peters, até Good to Great de Jim Collins, se baseiam em histórias de sucesso para mostrar lições importantes aos outros. Mesmo que os autores tenham claramente as melhores das intenções, tais livros sofrem do que os acadêmicos chamam de amostragem insuficiente de fracasso. Embora a evidência narrativa torne a leitura mais interessante do que as estatísticas, escolher as histórias certas é muito importante.

Para entender os riscos de projetar algo estudando somente os sucessos, suponha que há uma estratégia de um negócio em particular, que é altamente arriscada, e de todas as empresas que a experimentam, 10% são muito bem-sucedidos, e 90% não tanto. Agora, e se os sucessos forem documentados e estudados mais tarde, enquanto as falhas não forem divulgadas e simplesmente deixadas de lado? Você vê problema nisso?

Para dizer com alguma certeza que uma empresa está susceptível a ser bem sucedida com uma estratégia baseada na experiência do passado, você tem que saber não apenas quantos conseguiram, seguindo esta estratégia, mas quantos seguiram esta mesma estratégia e falharam. Se as forças Aliadas tivessem corrigido apenas os locais onde eles viram danos mais críticos em seus aviões que retornaram, eles teriam feito pouco para melhorar suas chances.

Tudo bem Don, você está pensando, mas você também escreve a respeito de negócios, certo? Sim, de fato, e obrigado por perceber! Mas um tema claro que está presente em quase todos os livros de Martha e meus, são as histórias de fracasso. Falhas permitem sugerir melhores estratégias e ressaltar as dificuldades. Em nosso livro de 1997 Empresa 1:1, por exemplo, dedicamos um capítulo inteiro para dissecar as razões por trás do motivo pelo qual a MCI (empresa global de comunicação) falhou na estratégia de fidelização de clientes (principalmente nos alinhamentos organizacionais).

E se você realmente quiser aprender com os erros dos outros, então você pode ler nosso livro mais recente, Confiança Extrema: A honestidade como  vantagem competitiva. Nele você pode ler sobre os vários programas que não deram certo e estratégias de empresas como AOL, Netflix, Nestlé, Staples, e até mesmo Facebook, para não mencionar algumas das falhas que afligem segmentos inteiros de negócios, desde cartões de crédito e bancos varejistas, até operadoras de telefonia móvel e companhias aéreas. Para cada problema documentado, no entanto, também sugerimos uma solução e, embora nunca possamos realmente “provar” que a nossa solução teria os levado ao sucesso (o que seria impossível para qualquer um fazer), ao menos a nossa lógica permite que você compare os sucessos com as falhas, a fim de consertar os lugares certos em seus próprios aviões antes de sua próxima missão!

¹ O pensamento contraintuitivo é baseado em processos de análise de informações rigorosamente processadas, a partir de dados confiáveis.

3 imperativos para construir um ecossistema adaptável de experiência do cliente

Por Paul Hagan – Principal Analyst da Forrester Research

A maneira como as empresas entregam valor aos clientes mudou radicalmente. As empresas agora podem interagir com os clientes no contexto do uso de seus produtos. Na verdade, clientes interagindo entre si e com os produtos é um modelo que pode entregar muito mais valor do que o valor do produto por ele mesmo. As empresas podem aproveitar o fluxo de dados de uso do produto e transformar isso em informação poderosa e útil para ajudar os clientes a atingirem seus objetivos, (por exemplo, Nike+ no mercado de fitness).

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As empresas precisam repensar como operam para capitalizar sobre essas oportunidades. Isso significa repensar o marketing e criar regras que façam mais sentido em um mundo de interações e dados tão onipresentes. Isso significa repensar separações entre a linha de frente e o back office da empresa, ambos com impactos muito poderosos na experiência do cliente.

1) Mapeie a experiência do cliente para alinhar os stakeholders. A qualidade da experiência do cliente depende de um ecossistema complexo e interdependente de funcionários, parceiros, processos, políticas, e tecnologia. O CEO da Nokia, Stephen Elop, capturou a importância dessa ideia: “Nossos concorrentes não estão roubando nossa participação no mercado com aparelhos; eles estão roubando nossa participação no mercado com um ecossistema inteiro.” Empresas como USAA, Apple, Salesforce.com, e Starwood Hotels são empresas que fazem um bom trabalho de orquestrar o ecossistema. A USAA identificou aproximadamente 100 experiências chave associadas ao ciclo de vida do cliente, como comprar um carro ou preparar-se para ir ao exterior Todas essas experiências tem proprietários e equipes multifuncionais responsáveis por processos específicos.

Para uma daquelas experiências chave (comprar um carro), a empresa assume parte das relações da concessionária com os clientes, entendendo que a hesitação do cliente ao discutir preço com o vendedor pode diminuir a chance da empresa fechar empréstimos e seguros com esses clientes.

2) Aprenda e aja sobre os sinais do cliente. Sua equipe de inteligência de clientes e do programa de Voz do Cliente (VoC) são a linha de frente desses esforços. Eu não estou falando apenas de pesquisas de satisfação – compreensão do cliente não vem apenas de pedaços de papel ou cruzamento de dados. Pelo contrário, estou falando sobre um programa robusto que traz uma abordagem abrangente para entender os sentimentos e necessidades do cliente através de pesquisa qualitativa que identifica necessidades não ditas ou latentes (por exemplo, feedback não solicitado, campo de pesquisa de observação) bem como pesquisas quantitativas (por exemplo, enquetes, análise de comportamento online, análise de sentimento, análise transacional). Empresas que colocam suas pesquisas no ar apenas por alguma razão de marketing ou colocam o foco do seu programa em simplesmente identificar e resolver problemas perdem a oportunidade de ler os sinais do cliente que os colocariam à frente da concorrência. Ter um mecanismo de governança para agir sobre as percepções é primordial… Se não, tudo que uma empresa faz é ler os sinais, mas não agir sobre eles.

3) Experimente co-criar produtos e serviços. Uma maneira efetiva de assegurar-se que as experiências encontram as necessidades do cliente é trazer clientes e funcionários para o desenho do processo de co-criação. Quando eles estão cara-a-cara com um time de planejamento, clientes podem prover colocações valiosas, incluindo, em primeiro lugar, prestação de contas sobre o que eles querem, sementes de ideias para serem construídas, e feedback para protótipos em tempo real. Em um único dia de workshop, a equipe da Fidelity Charitable deu aos funcionários apenas uma hora para criar modelos (com caneta e papel) de ideias que eles acreditavam atender uma necessidade específica dos doadores. Os clientes então se juntaram ao grupo para um coquetel experimental para angariar fundos, que os permitiu testar seus modelos de maneira real. Através desse processo, a equipe da Fidelity Charitable conseguiu diversas oportunidades de feedback que focaram seu trabalho nas soluções mais valiosas.

A Intuit também abraçou um híbrido de design thinking e lean startup para fazer experimentações rápidas e modelos para toda a organização. Ela também tem 200 “catalisadores de inovação” especialmente treinados em design thinking espalhados na empresa para ajudar a organização a entregar uma experiência melhor (mesmo quando os clientes são internos).

Muitas empresas procuram diferenciar-se com a experiência do cliente. Terão sucesso aquelas que adaptarem a maneira como acessam o Mercado.

Sua empresa está buscando diferencial na experiência do cliente? Então você precisa descobrir como acessar o mercado de forma eficiente. Venha discutir esse assunto conosco, e assista ao estudo de caso da FMC – empresa química americana que reestruturou o Acesso ao Mercado juntamente com o Peppers & Rogers Group e comprovou resultados no primeiro ano.

Dia 19 de Junho de 2013 às 14h. Inscreva-se já!

Evite a armadilha do programa VoC: “Ouvir tudo e não fazer nada”

Por Adele Sage – Forrester Research – Blogueira Convidada

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Os dados da voz do cliente são sedutores. Assim que você começa a coletar feedback dos clientes, sempre haverá algo mais que você poderia coletar. Você pensa: O que mais posso aprender? O que mais os clientes estão dizendo e pensando? Onde mais eles estão dizendo tudo isso? Você quer saber mais.

Mas a coleta de dados – escutá-los – não é o suficiente.

Na Forrester, descrevemos o ciclo contínuo de atividades que compõem os programas de VoC como: ouvir, interpretar, reagir, e monitorar. “Escutar” é todo o feedback do cliente que você está coletando via postos de escuta, como pesquisas, e-mails, telefonemas e cartões de sugestões. “Interpretar” é a análise que você faz sobre esse feedback (e outros dados relacionados) para entender o que tudo isso significa. “Reagir” é o que você faz para corrigir a experiência com base na análise que você fez, e “Monitorar” é a forma como você se certifica de que tudo o que você fez para reagir está realmente dando certo.

É fundamental percorrer o ciclo completo com todos os dados que você já está coletando. Porque a dura verdade é esta: Você não obtém ROI somente de ouvir, ou de interpretar. Nada. Zero. Zip. Você só tem resultados de negócios se realmente melhorar a experiência do cliente.

Então como é que você tem a certeza de que sua organização está melhorando a experiência? Agir sobre os dados é, de longe, a parte mais difícil de um programa VoC, e é a parte em que vemos a maioria dos clientes tendo dificuldades. Aqui está o porque: Muito do agir é convencer outras pessoas na organização a executar a ação. Equipes VoC não controlam as coisas que precisam ser corrigidas e, portanto, não podem implementar as correções sozinhas. (Elas mais frequentemente controlam os postos de escuta, o que explica porque é tão tentador ouvir sempre mais).

Convencer outras pessoas a tomar medidas requer uma mistura de arte e ciência, um equilíbrio de emoção e lógica.

Você provavelmente terá que começar apelando para a emoção. A equipe de VoC em uma empresa compara as pesquisas que fazem com o início da conversa com os clientes. Para explicar bem o que isso significa, eles literalmente viram as costas para  para um funcionário envolvido em um processo de interação no meio de uma reunião, para simular como se sente um cliente que faz um esforço para preencher um questionário e nunca obtém uma resposta. Outras empresas utilizam técnicas de contar histórias, programas de imersão, ou textos de clientes para trazer a experiência para a vida. Por exemplo, a Barclaycard EUA instituiu um programa diário de escuta que oferece chamadas e e-mails de clientes reais escolhidos aleatoriamente para funcionários que não estão na linha de frente de clientes no início de cada dia. Essa prática levou a um diálogo interfuncional e rápidas mudanças nas políticas.

Outras empresas têm tido uma abordagem mais científica. Uma empresa de tecnologia mantém uma “Top 10 List” priorizada dos maiores problemas identificados através de todas as suas fontes de feedbacks dos clientes. Pode acreditar que os grupos responsáveis ​​por esses problemas ficam altamente motivados para fazer melhorias que lhes tirem dessa (bem visível!) lista.

Às vezes, um diálogo aberto pode ser a melhor maneira de encontrar um sistema mutuamente benéfico para fornecer os dados corretos e agir sobre eles. Uma equipe de VoC de uma  empresa de tecnologia B2B iniciou reuniões com o pessoal de vendas para entender o que os ajudaria a tomar mais ações sobre os dados. O resultado: Eles estão mudando para perfis de conta, ao invés de perfis individuais, para que as pessoas de vendas saibam quem focalizar dentro de contas específicas e como o feedback está em toda a conta.

Dashboards e relatórios têm de ser “acionáveis”, ou seja, adequados para provocar ações, o que é mais fácil dizer do que fazer, é claro. Pense em usar os dados para contar uma história e testar hipóteses. O destinatário deve ser capaz de olhar para a sua análise de dados e saber exatamente o que fazer com isso. Por exemplo, forneça o contexto sempre que você puder para explicar o significado dos dados, por exemplo, como uma métrica se compara a um alvo e não apenas a própria métrica. Uma pontuação de 60 significa duas coisas totalmente diferentes se seu alvo é de 55 ou se é 90.

Se você está tendo dificuldades sobre como agir com base em seus dados de VoC, saiba que você não está sozinho. Mas conceba um plano de como você pode apelar para a sua organização com uma combinação de emoção e lógica, e abra o diálogo, assim como você fez com seus clientes.

E acima de tudo, resista à tentação de só ouvir mais e mais.

Será que o seu  programa VoC é combustível para uma belíssimo programa de medição da experiência do cliente ou para um programa de compreensão do cliente?

Como Competir Quando a Web se Torna Física

Por Don Peppers

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“Um dos livros de negócios mais emocionantes que eu já li.”

Esta é a manchete da primeira revisão de leitor da Amazon.com para o livro Smart Customers, Stupid Companies: Why Only Intelligent Companies Will Thrive, and How To Be One of Them (Clientes espertos, empresas estúpidas: Por que apenas empresas inteligentes irão prosperar, e como ser uma delas) (2012), de Michael Hinshaw e Bruce Kasanoff. E eu concordo com esta avaliação. Na verdade, eu mesmo a escrevi.

E eu estou falando sério em cada palavra desse título. Como todo mundo que lê meus posts sabe, eu li um monte de livros bons de negócios (eu listei alguns dos meus posts sobre livros abaixo). Smart Customers, Stupid Companies  é um livro que combina exemplos terrivelmente persuasivos com princípios lógicos e conselhos para pensar em como encarar um mundo em que cada ferramenta e máquina, cada objeto inanimado – mesmo cada ser humano vivo – será conectado 24/7 à Internet, sentindo e respondendo a eventos que estão acontecendo ao seu redor e atualizando os detalhes para a nuvem. Estamos indo em direção a não só a “Internet das coisas”, mas também para a “Internet de todas as coisas” – ou o que Hinshaw e Kasanoff se referem como “a Web Física.”

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Antes de ler mais, você deve saber que eu fui um dos maiores fãs de Bruce Kasanoff desde que ele trabalhou para o Peppers & Rogers Group há mais de dez anos. Martha Rogers e eu escrevemos o prefácio para livro anterior de Bruce, Making It Personal, que é um livro que vale a pena ler, mesmo depois da última década agitada com rápida mudança tecnológica. E Bruce é também um “influenciador” do LinkedIn, com muitos posts muito interessantes. Vale a pena segui-lo.

Sou um alvo fácil para esse livro, porque amo recolher fatos fascinantes e ideias surpreendentes, que abundam nestas páginas. Dê-me um modelo de negócios incomum, particularmente inovador ou uma capacidade tecnológica e sou um gato feliz. Como amostra, aqui vai uma breve seleção de uma lista muito mais longa compiladas pelos autores do que sensores digitais e objetos conectados já podem fazer:

  • Monitorar a pressão dos pneus e evitar que furem perigosamente;
  • Analisar o caminhar dos idosos e avisar sobre as quedas antes que elas ocorram;
  • Seguir o olhar dos consumidores e identificar quais produtos eles examinam – mas não compram – em uma loja;
  • Monitorar as páginas que os leitores de uma revista leem ou pulam;
  • Flutuar no ar sobre uma fábrica e controlar de forma independente suas emissões;
  • Evitar que motoristas intoxicados possam operar um veículo a motor;
  • Avisar a pessoa antes que ele ou ela tenha um ataque cardíaco;
  • Parabenizar um atleta quando ela movimenta a raquete de tênis corretamente ou consegue um passo eficiente durante a corrida.

No futuro (próximo e não distante), quando você andar na rua em uma cidade estranha e encontrar algo interessante, você será capaz de “marcar” isso para uma referência futura. Ou procurar descobrir a última vez que alguém que você conhece esteve aqui, e se eles notaram isso também.

Hinshaw e Kasanoff sugerem que todos esses sensores e objetos serão a criação de uma “Memória Pervasiva”, significando que “a memória está em todos os lugares, criando um mercado (e uma sociedade), na qual é quase impossível se escapar da verdade”. Em outras palavras, estamos contemplando um futuro de extrema transparência, que é uma das razões por trás do livro Confiança Extrema que Martha e eu escrevemos.

Mas os maiores princípios expostos em Smart Customers, Stupid Companies envolvem a forma de como pensar sobre a concorrência no mundo dos negócios à medida que nos aproximamos da época em que literalmente tudo estará conectado e interagindo através da net. Por exemplo, uma de suas ideias-chave é que “uma loja física pode ser tão inteligente ou mais esperta do que um website. Assim como um prédio de escritórios, ou o show room de uma concessionária de automóveis. Nós não imaginamos lojas físicas com esse tipo de inteligência, mas a cada dia que passa há menos razões para que elas não a tenham”.

Então como deve ser um plano de negócios para competir quando a Web se transforma em física? Primeiro, eles sugerem, deve-se segmentar seus clientes, por suas necessidades. Muitos, se não a maioria dos esforços das empresas de CRM fracassaram, porque foram orientados exclusivamente em torno de segmentar os clientes pelo seu valor para a empresa – diamante, platina, ouro, qualquer coisa. Mas se você quer ser mais inteligente com relação aos seus clientes, então você tem que saber como os clientes diferem uns dos outros em termos do que eles precisam de você, não apenas do que você quer deles.

Além desta e algumas outras ideias de senso comum para melhorar as experiências de seus clientes com a sua marca e produto, eles dizem que jogar no ataque é sempre mais divertido do que jogar na defesa. Então, ao invés de esperar que a sua indústria seja perturbada por essas novas tecnologias, por que não tornar-se um disruptor você mesmo? E eles, então, oferecem dez maneiras de como fazer isso:

1. Integre sensores wireless a seus produtos.

2. Elimine totalmente pontos de dores persistentes dos clientes de seu segmento de mercado.

3. Reduza drasticamente a complexidade.

4. Reduza 90% dos preços (ou mais).

5. Transforme objetos estúpidos em inteligentes.

6. Ensine a sua empresa a conversar.

7. Seja totalmente transparente.

8. Deixe os clientes fazerem ou montarem seus próprios produtos.

9. Faça a lealdade ser muito mais fácil do que deslealdade.

10. Venda um serviço contínuo, e não apenas um produto.

Cada um deles é, naturalmente, discutido com mais detalhes nas páginas deste rico tesouro de ideias e insights. Mas você realmente deveria lê-los por si mesmo!

Segundo evento do 1to1 Seminar Series traz o tema “Acesso ao Mercado”

1to1 seminar series logo

Depois do sucesso do primeiro seminário da série no mês de abril, o Peppers & Rogers Group anuncia seu segundo seminário, que será realizado no dia 19 de junho. O tema desta vez será “Acesso ao Mercado: Atingindo resultados superiores através do redesenho da distribuição, das políticas de vendas e dos processos de gestão de clientes”.

Os consultores do Peppers & Rogers que irão desenvolver o tema no seminário ressaltam que o assunto está fortemente em pauta e abrange todos os setores do mercado. A primeira parte do seminário será dedicada à fundamentação do que é um modelo de acesso ao mercado, como acontece a sua implementação e adoção nas empresas e que resultados devem ser esperados dessas iniciativas.

A segunda metade do seminário será dedicada à apresentação do estudo de caso da FMC, empresa química americana, uma das líderes do mercado de proteção ao cultivo no Brasil. Começou um projeto de acesso ao mercado com apoio do Peppers & Rogers Group em setembro de 2011 e já comprova resultados no primeiro ano de implementação das novas políticas.

Se sua empresa precisa reestruturar a maneira de abordar o mercado, ou se você deseja enriquecer conhecimento sobre como realizar essa tarefa de forma mais efetiva, venha conhecer o caminho certo para redesenhar distribuição, políticas de vendas e processos de gestão de clientes.

Tome um café conosco, participe do seminário e amplie sua rede de contatos.

Inscreva-se já!

Abraços,

Fernando Pierry

O Relógio da Competição está Acelerando

Por Don Peppers

Competition's Game Clock is Speeding Up

Acabei de participar de duas reuniões de negócios diferentes, em duas empresas diferentes, cada uma estava  lutando com um problema separado e distinto, relacionado com o ritmo acelerado da mudança tecnológica e social. A competição do relógio empresarial está claramente acelerando, e eu não estou falando sobre o horário de verão.

Minha primeira conversa foi com uma empresa de tecnologia que quer trazer para o mercado um produto tecnológico novo muito legal, que atende a algumas necessidades críticas de comunicação empresarial no espaço móvel. A empresa já tem uma implementação muito bem sucedida e mais de uma dezena de empresas alinhadas para programas-piloto, o que representa dezenas de milhões de dólares em negócios.

Mas, existe um problema. Colocar este software em um uso amplo exigirá um acordo com um determinado parceiro não tecnológico, que é dono de uma parte crítica do IP. O parceiro é uma empresa não muito boa, e que é lenta para se mover. Foram dados sinais de partida durante meses, mas eles não foram. Eles ainda não assinaram o acordo final, eles ainda estão enviando o acordo para todos os lados para obter aprovações, e seu atraso está agora representando um risco real, porque no espaço móvel é provável que exista uma janela fantasma de oportunidades. A nova tecnologia de mais alguém será obrigada a fechá-la dentro de um par de anos, senão alguns meses.

Vamos avançar para uma discussão que tive no dia seguinte com uma empresa B2C, tentando montar uma estratégia centrada no cliente para o seu Contact Center. O problema que eles vinham tendo foi que os consumidores que eles serviam estavam adotando rapidamente as novas tecnologias – smartphones, tablets, serviços específicos de localização, interfaces de mídia social, e assim por diante. Muitos deles ainda usam seus celulares, principalmente para fazer chamadas telefônicas, mas um número crescente deles esperam muitas outras opções, por isso a estratégia de diferenciação de clientes da empresa terá de antecipar esta mudança radical no comportamento do cliente. Ou seja, ao invés de simplesmente diferenciar os seus clientes nos segmentos que se encaixam na população atual de clientes, comportando-se como fazem hoje, eles precisarão se antecipar e segmentar seus futuros clientes agora, apenas para que eles possam lidar com o futuro de curto prazo.

Assim, em dois dias eu tive duas reuniões diferentes, que me fizeram levar para casa o fato incontestável de que a mudança está acontecendo muito mais rápido agora. A tecnologia está se desenvolvendo rapidamente, rompimentos causados por inovações são mais frequentes, e o próprio comportamento dos clientes está mudando mais rapidamente do que nunca.

Parte disso é simplesmente a Lei de Moore, com sua duplicação inexorável de energia do computador a cada 18 a 24 meses. Mas, além disso, temos agora na inovação, um pronunciado e visível efeito de rede.

(Basta pensar o quão rapidamente uma API multiplica os usos e benefícios de um novo aplicativo móvel ou ferramenta de programação, por exemplo.) Todas as inovações são geradas por pessoas que trabalham em conjunto, combinando velhas ideias e conceitos para chegar com a novas. Por causa da crescente velocidade e volume de interação, as inovações já estão surgindo em um ritmo combinatório, o que é ainda mais rápido do que a Lei de Moore!

E como você planeja neste ambiente? Se alguém tiver ideias, eu certamente estou aberto para elas, mas para começar, aqui estão algumas sugestões:

  • Antecipe e planeje para vários cenários. Um futuro mais rápido em movimento é mais difícil de prever com precisão. Então, faça planos de contingência. Sempre tenha um Plano B. E talvez um Plano C.
  • Encontre e conte com os elementos previsíveis da situação atual. Você pode não saber o que determinada tecnologia irá tornar mais fácil para os seus clientes para interagir com você, ou mais fácil para uma empresa para manter e comunicar-se com a sua força de vendas em campo, mas você sabe que essas tecnologias estão chegando. Isso é sim muito previsível.
  • Permaneça ágil e responda rapidamente. Não há nenhum substituto para a consciência, ouvir e detectar acontecimentos assim que eles acontecem. Como a mudança acelera, é mais importante do que nunca para a sua organização, desenvolver uma capacidade de “sentir e responder”, o que significa capacitar seu pessoal para agir rapidamente e de forma decisiva.
  • Cultive sua reputação para ter confiabilidade. Em um futuro rapidamente mais desenvolvido, e muito menos previsível, você terá que estar pronto para o fracasso, sucesso e tudo mais. Mas, enquanto seus clientes e outras partes interessadas lhe acharem confiável, todos eles irão ter interesse em sua empresa, qualquer que seja a ruptura ou tempestade que possa aparecer no seu caminho.

Marcos na Moderna Experiência do Cliente

A revista Customer Strategist aponta algumas inovações que revolucionaram a experiência do cliente ao longo das décadas.

Convidamos você a fazer uma viagem conosco pela linha do tempo, passando pelas principais inovações que marcaram gerações, e transformaram definitivamente a experiência do cliente. E no futuro, quais inovações irão modificar a experiência do cliente?

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Primeira palestra do 1to1 Seminar Series foi um sucesso

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Aconteceu ontem (10/04) o primeiro seminário do 1to1 Seminar Series. Nomes importantes do varejo nacional e outros segmentos estiveram presentes na primeira palestra da série 1to1. O assunto tratado foi “Campanhas Personalizadas de Precisão: Como Garantir Receita Incremental Melhorando a Experiência do Cliente”. O tema foi apresentado por um dos gerentes de projeto do Peppers & Rogers Group, Eduardo Bonilha e pela diretora Mirian Schmitt. Ele mostrou, sob a ótica da metodologia certificada do Peppers & Rogers, como de fato vale a pena dedicar-se a gestão de Campanhas Personalizadas, que geram resultados de engajamento dos clientes e lucro para a empresa.

Após um coffee break, a palavra foi de Celso Furtado, responsável pelos departamentos de Marketing e E-Commerce da COOP. Para conhecer a empresa, veja o post que publicamos algumas semanas atrás.

Nessa palestra, Celso contou como o Peppers & Rogers ajudou a COOP a fazer Campanhas Personalizadas para cada tipo de cliente da cooperativa, e como a personalização atinge de forma positiva os clientes. Ele mostrou também os resultados positivos e crescimento financeiro que a COOP obteve após aderir a esse novo modelo de campanhas.

Você que não se inscreveu para participar desse seminário, pode participar dos próximos 3 que acontecerão este ano. Saiba mais aqui. 

Medindo o Resultado de Campanhas Personalizadas

Semana passada escrevi sobre a importância de personalizar campanhas de marketing. Esta semana vamos falar de medição de resultados.

As boas campanhas devem gerar resultados para os dois lados: para os clientes e para a empresa. Para o cliente, as campanhas deveriam ter valor por elas mesmas: por sua relevância, pelo timing adequado, pela oferta personalizada de acordo com seu valor, suas preferências e suas necessidades. Em resumo: do ponto de vista do cliente, campanhas de marketing são boas quando se parecem com um serviço prestado a ele, sem que ele necessariamente o tenha solicitado. Do lado da empresa também existem diversas dimensões de valor: criação de confiança, construção de um relacionamento de longo prazo, coleta de informações sobre o cliente e construção de barreiras de mudança. Vamos olhar com mais detalhes o valor para a empresa.

Clientes criam valor econômico para a empresa de duas formas ligadas ao tempo:

  • Em curto prazo, podemos medir vendas ou, quando se pode calcular individualmente, a rentabilidade do cliente. Por exemplo: a rentabilidade do cliente no ano de 2012;
  • Em longo prazo, podemos estimar ou projetar a propensão de cada cliente em fazer negócios com a empresa nos períodos futuros. Exemplo: a rentabilidade esperada no período 2013-2015.

Assim, campanhas super agressivas e insistentes podem gerar um bom resultado em curto prazo, aumentando a rentabilidade de alguns clientes este ano. Mas essas campanhas intrusivas não serão vistas pela base de clientes como relevantes, não criarão confiança, não gerarão a preferência pela empresa que está ‘exagerando na dose’. Assim, o valor de alguns clientes sobe no curto prazo, gerando lucros imediatos, mas o valor da base de clientes como um todo tende a diminuir em longo prazo*.

Medição de campanhas de marketing

O que se deve buscar é uma abordagem equilibrada, que gere resultados de curto prazo, mas que preserve e aumente o valor da base de clientes em longo prazo. Em outras palavras, campanhas personalizadas de precisão deverão gerar resultados hoje e aumentar constantemente o valor total da base de clientes, ou seja, o crescer o valor dos clientes como ativo da empresa.

Tendo isso em mente, as campanhas também podem (e devem) ser medidas individualmente para que se possa avaliar sua contribuição individual para o resultado da empresa. Sabendo medir o desempenho de cada campanha, saberemos o que funciona e o que não funciona, melhorando sempre a qualidade do trabalho. Em nossa prática, usamos vários métodos diferentes de medição, de acordo com o negócio dos nossos clientes e de acordo com objetivos específicos que queremos atingir em cada campanha ou conjunto de campanhas.

Por exemplo, a forma de medir campanhas B2B (vendas empresa a empresa) pode ser bem diferente da forma de medir resultados de campanhas B2C (vendas ao consumidor). O valor de um cliente revendedor pode ser calculado de maneira bem diferente do valor de um cliente final, que usa o produto e não o revende. Vendas podem ser medidas como vendas ao estoque do cliente revendedor (sales in) ou vendas realizadas pelo cliente revendedor para os clientes finais dele (sales out) e assim por diante. Para simplificar nossos exemplos neste ‘post’, vamos considerar campanhas B2C.

Pense em uma campanha que foi desenhada com uma oferta específica para um segmento específico de clientes. Imagine uma campanha de varejo em que o segmento em foco é o de clientes de alto valor e de alto potencial para comprar uma determinada categoria de produtos, por exemplo, alimentos saudáveis ou ‘light’.  É muito frequente vermos campanhas sendo medidas por vendas totais, mas essa é uma forma inadequada de medir, pois (no nosso exemplo) devemos considerar que os clientes, mesmo sem o estímulo extra da campanha, consumirão produtos ‘light’. Portanto, o que nos interessa medir não é a venda total, mas o efeito líquido da campanha sobre o comportamento dos clientes de foco: o que a base de clientes comprou a mais em produtos ‘light’ do que compraria se não existisse a campanha.

Para isso, usamos o conceito de grupo de controle, muito semelhante ao usado em pesquisas médicas. Em  testes clínicos de medicamentos, voluntários são divididos em dois grupos: um grupo recebe placebo (uma pílula igual à do medicamento estudado, mas sem o seu princípio ativo) e o outro grupo recebe o medicamento real. Ao longo do teste, os dois grupos são observados e o efeito do medicamento é medido pela diferença de resultados entre os dois grupos. Com isso, retira-se inclusive o feito psicológico (efeito placebo) que alguns paciente podem ter, reagindo ao simples fato de tomar uma pílula e supor que é um medicamento.

Em nossas campanhas separamos um número estatisticamente representativo de clientes e os colocamos em um grupo de controle. Esses clientes são exatamente iguais ao público que vai receber a campanha. A única diferença entre eles é que este grupo menor não recebe a campanha (por exemplo uma mensagem por email) e os demais recebem a campanha. A medição final será feita computando-se as vendas para o grupo estimulado pela ação personalizada e subtraindo-se as vendas para os membros do grupo de controle. Assim, calculamos as vendas adicionais causadas pela ação. Vendas que ficam acima do nível de consumo dos clientes não estimulados pela campanha. O próprio valor da venda pode ser definido de maneiras distintas, de acordo com o objetivo da ação. Pode-se medir exclusivamente as vendas do produto ou serviço que foi ofertado ou medir as compras adicionais totais que o cliente fez em uma visita a uma loja física ou a um site de comércio eletrônico.

Esses resultados podem ser medidos ao longo de um período específico (por exemplo, a validade de uma campanha) ou por um período adicional, para medir um ‘efeito residual’ da comunicação. Quando se tem a margem de lucro exata de cada produto e os custos da comunicação pode-se facilmente chegar ao ROI (retorno de investimento) da campanha e se pudermos projetar a propensão dos clientes a fazer mais negócios com a empresa no futuro, podemos medir o ROC (retorno sobre clientes) de cada ação.

Você pode conhecer alguns exemplos e resultados reais de campanhas personalizadas na quarta-feira que vem, dia 10 de abril, em São Paulo, no Hotel Renaissance. O primeiro evento do nosso 1to1 Seminar Series apresentará o tema “Campanhas Personalizadas de Precisão: Como Garantir Receita Incremental Melhorando a Experiência do Cliente.” Venha ver as últimas tendências em campanhas de marketing personalizadas e conhecer o estudo de caso da Coop contado por seu gerente executivo de marketing, Celso Furtado.

A Coop é cliente do Peppers & Rogers Group desde 2006, é a maior cooperativa de consumo da América Latina e 14ª colocada no ranking dos maiores supermercados do Brasil segundo a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados.

Fernando Pierry é sócio-fundador do Peppers & Rogers Group do Brasil

* Nota: Uma excelente discussão desse tema com exemplos numéricos pode ser encontrada em “Return on Customer” (Retorno Sobre Clientes) de Don Peppers e Dra. Martha Rogers (Currency/Doubleday, 2005)

A Importância de Personalizar Campanhas de Marketing

“Caro (a) João,
Como você é muito importante para nossa empresa, estamos enviando esta promoção imperdível…”

Quem nunca recebeu uma peça de marketing direto que começa mais ou menos como a frase acima?
Receber comunicação com o seu nome incluído de uma forma ou de outra no corpo da carta ou de uma peça promocional é algo corriqueiro, mas isso é personalização?

Friamente, colocar um nome do cliente no início de uma carta, mesmo com o horroroso “Caro(a)”, é apenas uma forma de evitar que uma comunicação seja descaradamente de massa. Mas isso não é personalização. Para nós do Peppers & Rogers, uma interação merece ser chamada de personalizada somente se ela for relevante para o cliente, ou seja, se tiver valor para aquele cliente específico que vai recebê-la. É isso que vai gerar a preferência do cliente, a sensação de que a empresa o conhece de verdade e a percepção de que o que é feito para ele é realmente diferente do que é feito para o restante dos clientes.

Ofertas personalizadas, portanto, só teem valor do ponto de vista do cliente se o que é ofertado for especialmente adequado para aquele cliente. O produto certo, na hora certa, no preço certo.
Colocar um nome no cabeçalho de uma mala direta ou numa mensagem de email, para apenas oferecer descontos ou melhores prazos de pagamento, é usar argumentos desgastados que tentam, de forma inadequada, compensar a ignorância da empresa sobre seus próprios clientes: “Como eu não sei o que este cliente específico busca ou prefere, dou um desconto; preço baixo, todo cliente gosta.” Essa é claramente uma abordagem de massa, apesar da oferta ser endereçada a um cliente com nome e sobrenome.

Personalização de verdade deve levar a sua ação de marketing a um novo nível: deve ser tão adequada e relevante para o cliente, que ele considere sua comunicação um serviço. Marketing de massa interrompe o cliente para tentar vender algo que se supõe (com base em pesquisas, por exemplo) que aquele cliente pode querer. Marketing personalizado utiliza o conhecimento do cliente para oferecer o que ele realmente quer.

Campanhas de marketing personalizadas e de precisão devem obedecer alguns pontos fundamentais:

  • Relevância – o cliente deve perceber que a comunicação é especialmente relevante para ele e alinhada com suas preferências e necessidades;
  • Confiança – ao longo do tempo, a cliente percebe que as mensagens são sempre relevantes e passa a confiar cada vez mais no conteúdo do que é enviado;
  • Integração – as informações que a cliente passa para a empresa e as compras que ela faz são consideradas para a próxima interação através de múltiplos canais de comunicação;
  • Consistência – as interações e as campanhas mantém uma regularidade de tratamento e abordagem. Assim, o cliente percebe o tratamento é coerente e sabe o que esperar;
  • Valor – o conjunto das comunicações e ofertas entregam um valor superior para cada cliente específico, que seria impossível entregar a todos os clientes, em massa.

Campaign Collage

Quando o cliente percebe o valor que as campanhas personalizadas lhe entregam, ele toma a decisão de manter-se fiel à empresa, pois entende que um concorrente não seria capaz de entregar o mesmo valor que ele já recebe hoje. Mesmo considerando que um concorrente soubesse personalizar tão bem quanto seu fornecedor atual, uma consumidora sabe que muito tempo de relacionamento seria necessário para que um novo fornecedor aprendesse tanto sobre ela a ponto de fazer ofertas tão boas para suas preferências e necessidades como já faz o seu atual fornecedor. Esse é o efeito de ‘barreira de mudança’ de campanhas personalizadas bem planejadas e bem executadas. Esse é o teste de qualidade que precisamos fazer todos os dias: nossas campanhas atendem estes critérios? Criam realmente barreiras de mudança? O cliente prefere ficar com a nossa empresa por reconhecer alto valor no tratamento que está recebendo?

Temos praticado esses fundamentos com em vários projetos, em vários clientes, com resultados claros e mensuráveis. Semana que vem falaremos um pouco mais sobre o aspecto de medição de resultados.

E na semana seguinte, dia 10 de abril, em São Paulo, no Hotel Renaissance, o primeiro evento do nosso 1to1 Seminar Series apresentará o tema “Campanhas Personalizadas de Precisão: Como Garantir Receita Incremental Melhorando a Experiência do Cliente.” Venha conhecer as últimas tendências em campanhas de marketing personalizadas e conhecer o estudo de caso da Coop contado por seu gerente executivo de marketing, Celso Furtado.

A Coop é cliente do Peppers & Rogers Group desde 2006, é a maior cooperativa de consumo da América Latina e 14ª colocada no ranking dos maiores supermercados do Brasil segundo a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados.

Fernando Pierry é sócio-fundador do Peppers & Rogers Group do Brasil

 

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